Evolução do sexo com a idade

Por que o sexo fica melhor com o tempo?

Saiba por que as pessoas se sentem mais confortáveis com o sexo conforme o tempo passa

O ato de envelhecer geralmente está associado a sabedoria de vida: as pessoas se tornam mais proficientes no trabalho, aprendem a gerenciar melhor as finanças e aprofundam os vínculos com os entes queridos. Com o tempo e a prática, diferentes âmbitos da vida melhoram à medida que o tempo passa. Uma exceção a esse padrão é a qualidade da vida sexual, que, segundo a crença popular, se deteriora conforme o avanço da idade.

Embora isso se encaixe no “conhecimento popular”, que classifica o sexo como uma atividade jovem, está em desacordo com o fato de que os adultos mais velhos continuam a explorar e desfrutar da sexualidade até a velhice.

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Sexo durante o envelhecimento

A maioria dos homens e mulheres com mais de 60 anos é sexualmente ativa, fazendo sexo de duas a três vezes por mês (maior frequência do que muitos adultos mais jovens). Eles também classificam o sexo como uma parte importante da vida.

Portanto, se não existem disfunções sexuais relacionadas à idade, por que a vida sexual de uma pessoa idosa seria prejudicada? Uma resposta comum a essa pergunta envolve a saúde física e o funcionamento sexual, que declinam com o passar do tempo. Outra resposta pode ser: a qualidade da vida sexual não diminui com a idade, o que contradiz a crença popular.

 

Sexo x idade

Se perguntarmos a um grupo de pessoas quão satisfeitos eles estão com sua vida sexual, e os mais jovens estiverem mais satisfeitos que os idosos, isso significa que o envelhecimento é responsável por essa diferença? E se a aparente diferença se der porque as pessoas nascidas na década de 1930 têm atitudes diferentes em relação ao sexo do que as que cresceram após a revolução sexual dos anos 60 e 70?

Para entender como o envelhecimento afeta a qualidade de vida sexual, uma pesquisa conduzida pela revista The Conversation analisou os padrões em dados longitudinais, coletados com mais de 6.000 indivíduos, com idades entre 20 e 93 anos, durante um período de 18 anos.

Uma questão chave para o estudo foi: “Como você classificaria os aspectos sexuais de sua vida atualmente, da pior situação possível (0) à melhor situação possível (10)? ”

 

Mudança de prioridades

As tendências básicas dos dados sugeriram que – sem levar em consideração outros fatores – a frequência dos encontros sexuais diminui com a idade. Mas, à medida que as pessoas do estudo envelheciam, elas enfatizaram mais a qualidade – e não a quantidade – dos encontros sexuais. Por exemplo, a frequência do sexo se tornou menos importante, enquanto que o carinho, o tempo e a intimidade investidos no sexo ganharam mais atenção.

Essa mudança de prioridades foi essencial para qualidade da vida sexual de pessoas mais idosas, e pareceu amortecer/contrapor o declínio da frequência.

Ao analisar as principais características das vidas sexuais entre adultos mais velhos e mais jovens – juntamente com características sociodemográficas e saúde mental e física – os mais velhos demonstraram ter melhor qualidade de vida sexual.

Por exemplo, se compararmos dois homens de 40 e 50 anos, que investem a mesma quantidade de tempo e intimidade em sua vida sexual, fazem sexo com a mesma frequência e o mesmo número de parceiros sexuais durante o ano, de acordo com os dados da pesquisa, é possível que individuo de 50 anos relate uma melhor qualidade de vida sexual do que o mais jovem.

Isso é consistente com a melhoria que vemos em outras áreas da vida, e ajuda a sinalizar os benefícios que a experiência de vida pode trazer para a sexualidade.

A medida que as pessoas aprendem mais sobre suas preferências sexuais, seus gostos e desgostos, inclusive de seus parceiros, parecem aproveitar melhor o encontro sexual.

A relação positiva entre qualidade de vida sexual e envelhecimento foi mais forte no contexto de relacionamentos românticos de boa qualidade, onde é mais provável que ambos os parceiros busquem o prazer recíproco.

 

Experiência de vida relacionada a uma vida sexual melhor

Juntas, essas descobertas sugerem que, à medida que as pessoas envelhecem, as prioridades sexuais mudam e elas desenvolvem conhecimentos, habilidades e preferências que as protegem contra os declínios na qualidade de vida sexual. O estudo sugere então, que a experiência de vida promove a sabedoria sexual.

Essa é uma ótima notícia, pois uma vida sexual satisfatória é muito importante para a saúde e o bem-estar, independentemente da idade. Para os idosos em particular, ser sexualmente ativo prediz uma vida mais longa e saudável.

Já falei também sobre a queda na libido e algumas maneiras de aumentá-la no texto: Conheça 10 maneiras de aumentar o desejo sexual, clique aqui para ler.

A terapia é uma estratégia eficaz para aumentar a baixa libido.

O aconselhamento individual pode ajudar a abordar visões negativas sobre sexo, autoestima e causas secundárias de baixa libido, como depressão e ansiedade.

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