Ciclo menstrual e o desejo s

Como o seu ciclo menstrual afeta seu desejo?

Saiba qual a influência dos hormônios no desejo sexual

Muitos especialistas associam variação do desejo sexual com as flutuações hormonais do estrogênio e da progesterona – os hormônios produzidos nos ovários.

Um aumento no estrogênio pode levar ao aumento da libido antes da menstruação, enquanto o aumento da progesterona leva a um menor desejo sexual.

Esses parâmetros flutuam em diferentes fases do ciclo menstrual.

Durante a ovulação, os níveis de estrogênio atingem seu pico, fazendo com que a libido se torne mais intensa durante esse período.

O término da ovulação é seguido por um aumento na produção de progesterona, o que pode levar a uma queda no desejo sexual.

Durante a menstruação e alguns dias depois, a concentração de ambos os hormônios é baixa, o que pode causar uma estagnação no desejo sexual.

Essa correlação foi publicada em 2013, pela revista Hormones and Behavior.

 

Ciclo menstrual x desejo sexual

Pesquisadores do departamento de ciências psicológicas e cerebrais da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, recrutaram 43 mulheres para o estudo. Além de monitorar seus ciclos menstruais e coletar amostras diárias de saliva, os pesquisadores deram às mulheres um questionário.

Todos os dias, as participantes respondiam em uma escala de 1 a 7:  “Quanto você desejou ter contato sexual ontem?”, além de perguntas comportamentais sobre se elas se masturbavam, faziam sexo e, se sim, quem havia iniciado o sexo.

Depois, os pesquisadores analisaram seus níveis hormonais, com base em dois hormônios principais produzidos pelos ovários – estrogênio e progesterona.

O estradiol, que é um tipo de estrogênio, pareceu se correlacionar positivamente com a libido (maior concentração de estradiol = maior desejo após 2 dias), enquanto a progesterona parecia suprimir o desejo sexual dentro de 1 ou 2 dias. Esses dois hormônios naturalmente flutuam ao longo do ciclo menstrual. Veja na imagem abaixo:

O sexo afeta a duração do ciclo menstrual?

A duração do ciclo menstrual varia de mulher para mulher. Mas a frequência das relações sexuais teria influência sobre a duração do ciclo?

Para responder a essa pergunta, vários estudos foram realizados nos Estados Unidos na década de 1970.

Eles envolveram mulheres com diferentes frequências sexuais, que não usavam contraceptivos hormonais ou dispositivos intra-uterinos, e que tiveram sua primeira menstruação (menarca) pelo menos sete anos antes dos estudos.

Verificou-se então, que a duração do ciclo menstrual entre as participantes que faziam sexo regularmente, variou entre 26 e 33 dias (29,5 dias em média).

Essa duração é considerada a mais favorável para a concepção, pois esses ciclos geralmente são ovulatórios.

Já as mulheres que não faziam sexo regularmente, a duração do ciclo menstrual variou em uma escala mais ampla. Foram observados ciclos muito curtos ou muito longos, que geralmente são anovulatórios.

Ou seja, de acordo com o estudo pode haver relação entre a frequência sexual e a duração do ciclo menstrual, porém, são necessários mais testes para confirmar.

 

O sexo regular pode corrigir o ciclo menstrual?

Depois de se tornarem sexualmente ativas, algumas mulheres podem perceber que seus ciclos menstruais mudaram.

De fato, o sexo pode causar alterações no corpo. O papel principal é desempenhado pelo orgasmo, responsável por desencadear a liberação de uma grande quantidade de ocitocina.

A ocitocina não é necessária para a concepção, mas é importante para regular as flutuações hormonais femininas, reduzir o estresse e gerenciar o ciclo menstrual.

A atividade sexual também altera os níveis de vários hormônios que afetam o ciclo, tornando-o regular e os sintomas da síndrome pré-menstrual menos pronunciados.

É importante que diante de mudanças no organismo o paciente procure por ajuda médica e conte com um profissional especialista para identificar as razões e os possíveis tratamentos para suas queixas.

Doutor Max é atualmente Médico no Hospital da Unimed e Hospital das Clínicas da UFMG, na Especialidade de Urologia.

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