Como a diabetes pode afetar a vida sexual de homens e mulheres?

Doutor Max explica essa relação e suas consequências

 Crédito da foto: Sean Cain

A diabetes é uma doença que provoca o aumento da glicose (açúcar) no sangue, seja porque o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo, ou porque este hormônio não é capaz de agir de maneira adequada. Quando uma pessoa se torna diabética, por maus hábitos ou por uma pré-disposição genética, consequentemente outros problemas podem surgir, físicos ou emocionais.

Entre os homens, um dos mais frequentes é a disfunção erétil, que acomete de 32% a 67% dos diabéticos. Estudos internacionais apontam que 50% relataram algum distúrbio na ejaculação nos seis primeiros meses após o diagnóstico de diabetes. “Embora a disfunção erétil se manifeste 5 a 10 anos antes em diabéticos, ela pode ser bem controlada em quase todos os homens portadores da doença”, destaca o sexólogo e urologista Maxmillan Alkimim Dutra.

Ele explica que o mau controle da glicose, o tabagismo, a pressão alta e o colesterol sem tratamento, e alterações nas taxas hormonais são fatores de risco para o desenvolvimento da disfunção erétil, entre os homens com diabetes.

De acordo com a Associação Americana de Diabetes, pelo menos metade dos homens com mais de 50 anos que têm diabetes desenvolvem disfunção erétil. “O diabetes sem controle provoca danos às paredes dos vasos sanguíneos, o que afeta a circulação e o fluxo do sanguíneo para o órgão sexual masculino. E isso ocasiona a disfunção”, explica o sexólogo.

Segundo o doutor Max, existem vários tratamentos para esse problema sexual. “O melhor para cada paciente deve ser definido a partir de exames e de um diálogo com o médico, que a partir disso, poderá identificar a causa do problema e oferecer orientações e um tratamento mais adequado,” ressalta.

Mulheres

No caso das mulheres, as altas taxas de glicose, a depressão, lesões nos nervos e a propensão a infecções genitais podem afetar a vida sexual de quem tem diabetes.

A falta de interesse pelo sexo, secura vaginal, desconforto durante a relação sexual e uma dificuldade maior de atingir o orgasmo são sinais de alerta e podem significar que a diabetes está afetando a saúde sexual da mulher. Nesses casos a ajuda de um especialista é fundamental.

A diabetes também pode abranger a vida do casal, afinal quando um não está bem, a relação não flui como deveria. Além de problemas físicos, os sentimentos e emoções são alterados.

Em situações como essas, o diálogo entre os dois e a busca por um acompanhamento profissional e médico são importantes para superar essa fase. “O sexólogo vai identificar o que deve ser trabalhado e vai orientar o casal e nos casos que forem necessários, vai indicar o melhor tratamento, sem com medicamentos ou não”, finaliza Maxmillan.

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