Anorgasmia: Entenda a condição que dificulta o orgasmo

Compreenda a anorgasmia, que afeta muitas mulheres e seus relacionamentos

Doutor Maxmillan sentado na poltrona de seu consultório respondendo a perguntas sobre anorgasmia.

Anorgasmia é o termo médico para a dificuldade frequente de atingir o orgasmo após uma estimulação sexual ampla, causando aflição pessoal. A anorgasmia é uma ocorrência comum, que afeta um número significativo de mulheres.

Se você passou algum tempo lendo um romance ou assistindo a um filme romântico, é provável que você já tenha uma ideia bonita sobre o que um orgasmo deve ser. Tudo parece tão fácil e cheio de fogos de artifício na ficção e no cinema.

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A verdade é que os orgasmos são muito mais complexos do que isso e o que funciona para uma mulher (ou até mesmo o que funciona uma vez para uma mulher) pode não funcionar numa segunda vez.

Se você tiver dificuldade em atingir o orgasmo ou se nunca tiver conseguido, não se sinta sozinho. Anorgasmia, o termo médico para a dificuldade em atingir o clímax do prazer sexual após uma estimulação sexual ampla, é muito real e comum.

Os próprios orgasmos variam em intensidade de mulher para mulher.

A maioria das mulheres não goza apenas com a penetração vaginal, muitas vezes precisam de estimulação extra, seja no clitóris ou em outras áreas do corpo.

A capacidade de atingir o orgasmo também depende de muitos fatores externos, incluindo idade, problemas médicos e uso de determinados medicamentos.

Anorgasmia pode ser tratada com uma série de mudanças de estilo de vida e terapia sexual.

 

O que é exatamente um orgasmo?

Jovem mulher relaxada com o braço estendido, deitada na cama

Um orgasmo é uma sensação de prazer físico intenso e liberação de tensão durante a relação sexual. Esta liberação é acompanhada por contrações rítmicas e involuntárias dos músculos do assoalho pélvico.

Às vezes é possível realmente sentir os músculos se contraírem, outras vezes, é possível se sentir “animado” ou “cheio de eletricidade”. Cada mulher é diferente assim como cada orgasmo é diferente.

Por definição, os principais sintomas da anorgasmia incluem a incapacidade de sentir orgasmo ou grande dificuldade para chegar ao clímax.

Existem diferentes tipos de anorgasmia, entre eles:

Anorgasmia primária – Quando a anorgasmia ocorre desde o primeiro ato sexual (ou seja, durante toda a vida não foi possível experimentar um orgasmo).

Anorgasmia secundária – Se a anorgasmia aparece ao longo da vida sexual (você costumava ter orgasmos, mas agora tem dificuldade em atingir o clímax).

Anorgasmia situacional – Quando a incapacidade de chegar ao orgasmo ocorre em alguma situação específica, ou com algum parceiro.

 

Quando procurar ajuda médica para anorgasmia?

Jovem mulher deitada de bruços na cama, com as mão no rosto, preocupada com a anorgasmia.

Quando é observado alguns dos sintomas acima, é preciso procurar ajuda médica especializada.

É comum que a paciente se culpe ou fique procurando justificativas para o problema, o que não deve ser feito. Muitas vezes, as mulheres se surpreendem ao longo da terapia ao descobrir que suas experiências sexuais são “normais” e muito comuns.

Em algumas situações, apenas falar sobre o assunto já possibilita que o medo e ansiedade associados a situação se dissipem.

Além disso, um bom terapeuta sexual e sexólogo pode recomendar uma série de estratégias que auxiliam a reduzir ainda mais os níveis de ansiedade e estresse, contribuindo para uma grande melhoria na satisfação sexual.

Alcançar o orgasmo está longe de ser simples, pois se trata de uma reação complexa a uma multiplicidade de fatores físicos, emocionais e psicológicos.

 

Fatores físicos que afetam o orgasmo:

Existem muitos fatores que afetam a capacidade de atingir o clímax sexual. Alguns desses fatores incluem:

Problemas de saúde: Qualquer doença, desde um resfriado comum até diabetes, enxaqueca, esclerose múltipla e Parkinson podem afetar o ciclo de resposta sexual humana.

Problemas ginecológicos: Cirurgias ginecológicas, como histerectomia ou cirurgias de câncer, podem afetar o orgasmo. Além disso, a falta de orgasmo geralmente acompanha outras preocupações sexuais, como relações sexuais desconfortáveis ​​ou dolorosas.

Medicamentos: Muitas medicações prescritas ou com venda livre podem inibir o orgasmo, incluindo medicamentos para pressão sanguínea, antipsicóticos, anti-histamínicos e antidepressivos – particularmente os inibidores seletivos da receptação da serotonina (ISRSs).

Álcool e Tabagismo: O consumo exagerado de álcool pode dificultar a capacidade de atingir o orgasmo. Fumar pode limitar o fluxo sanguíneo aos órgãos sexuais.

Envelhecimento:  À medida que o corpo envelhece, alterações em sua anatomia, hormônios, sistema neurológico e sistema circulatório podem afetar a sexualidade. O enfraquecimento dos níveis de estrogênio à medida que a mulher faz a transição para a menopausa e os sintomas como suores noturnos e alterações de humor, podem ter um impacto negativo na sexualidade.

 

Fatores psicológicos que afetam o orgasmo:

Além das questões físicas, fatores psicológicos também desempenham um papel na capacidade de atingir o orgasmo. Esses incluem:

Problemas de saúde mental, como ansiedade ou depressão.

Baixa autoestima e autoconfiança corporal – Quando a mulher não está feliz com sua aparência, seu desejo sexual pode diminuir. Ao se envolver em relações sexuais, a própria opinião sobre o corpo pode colocar um bloqueio mental na obtenção do clímax.

Estresse e pressões financeiras – O estresse pode causar muitos sintomas físicos e mentais, Disfunção sexual e Anorgasmia são algumas delas. Por isso é preciso encontrar estratégias que auxiliam no relaxamento e no descanso mental.

Crenças, culturas, espiritualidade e religião – Algumas culturas e religiões enxergam o prazer sexual como imoral ou não sequer o discutem. No entanto, é preciso saber que o envolvimento sexual contempla uma série de escolhas, inclusive, sobre como cada um deseja vivenciar sua própria sexualidade. Não é egoísmo querer sentir-se bem consigo mesmo ou com as experiências sexuais.

Medo de gravidez ou doenças sexualmente transmissíveis – Uma gestação inesperada e a preocupação com a contratação de DSTs podem afetar os níveis de estresse. É importante falar e certificar-se de que o parceiro (a) seja testado e ambos tenham proteção.

 

Como tratar a anorgasmia?

Médico e paciente em consultório, médico preenche ficha com os dados da paciente sobre a anorgasmia.

A chave para resolver a anorgasmia é a comunicação.

É preciso se comunicar com o Terapeuta Sexual e Sexólogo para encontrar o melhor tratamento para a condição.

Além disso, é fundamental a comunicação entre o casal é fundamental para que ambos se sentam seguros e confiantes em atingir o orgasmo durante a relação sexual.

Terapia Sexual auxilia o casal a desfrutar de maior intimidade na cama, proporcionando uma conversa mais natural e sem julgamentos sobre o sexo.

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