Sexo e relacionamento

Por que o sexo é tão importante nos relacionamentos?

Novas pesquisas mostram identificam por que essas relações são tão importantes

É muito comum a maioria das pessoas associar bons relacionamentos a sexualidade, assumindo naturalmente que casais mais felizes fazem sexo com maior frequência que os demais. Mas será que já essas pessoas já pararam para pensar porque o sexo pode ser tão benéfico para o relacionamento de um casal?

Uma pesquisa recente conduzida por Anik Debrot e seus colegas em 2017, pode sugerir as razões. De acordo com os resultados, o motivo por trás dessa relação não está no sexo propriamente dito, mas no carinho e na intimidade que a acompanha a sexualidade entre os parceiros.

Ao longo de uma série de quatro estudos paralelos, Debrot e seus colegas pesquisadores foram capazes de identificar a maneira como o beijo, o abraço e o toque na rotina diária contribuem para a satisfação do relacionamento e do bem-estar geral.

Segundo Debrot, os indivíduos experimentam níveis mais altos de bem-estar quando têm uma vida sexual ativa e satisfatória – o que já foi comprovado em diversos estudos anteriores.

“A diferença de satisfação pessoal entre aqueles que fazem sexo uma vez por semana com aqueles que fazem sexo menos de uma vez no mês, é comparável a aqueles que ganham US$75.000 e os que ganham US$25.000 por ano – são US$50.000! ”.

 

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Seria a própria relação sexual responsável por esse resultado ou algo além?

Alguns podem argumentar que pessoas mais felizes fazem sexo com mais frequência porque estão bem-humoradas e satisfeitas com sua vida. O bom sexo então, seria apenas uma consequência de um bom relacionamento. Ou também é possível que pessoas mais positivas tenham maior probabilidade de se envolver em um relacionamento íntimo, que por sua vez, aumenta seu bem-estar.  Esse processo tão cíclico implicaria que os felizes ficassem ainda mais felizes.

Os autores acreditam que o ingrediente principal na relação entre sexo e felicidade seja a afetividade ou um estado emocional mais elevado. No entanto, como eles observam, é extremamente difícil examinar essa possibilidade por meio do método típico de questionário, que está sujeito a viés de memória, ou no laboratório, onde a situação é artificial.

O trabalho de Debrot foi concluído enquanto ela era pesquisadora de pós-doutorado na Universidade de Toronto; na época, ela estava na Universidade de Friburgo da Suíça. Suas conclusões incluíram uma série de estudos sobre casais que envolvem mecanismos diferentes de controle, incluindo, no último estudo, não apenas um conjunto de correlações de uma só vez, mas análises sofisticadas ao longo do tempo.

 

Fazer sexo estimula o contato carinhoso e vice e versa

Um estudo anterior da série analisava os relatórios diários de uma quantidade maior e mais diversificada de participantes, e mostrou que as pessoas tendiam a avaliar mais positivamente a influência do sexo em seus relacionamentos quando haviam feito sexo nas últimas 24 horas.

O impacto do sexo na felicidade foi explicado, em grande parte, pelo aumento do afeto associado à atividade sexual anterior.

Os resultados atuais confirmaram a hipótese do estudo de que, ao longo dos dias, o sexo prediz afeto e o afeto, por sua vez, prediz atividade sexual.

Como concluíram os autores, “portanto, o sexo parece não apenas benéfico por causa de seus efeitos fisiológicos ou hedônicos, mas porque promove uma conexão mais forte e positiva com o parceiro”. Com o tempo, essas experiências são construídas para fortalecer os laços entre os parceiros, o que significa que a satisfação no relacionamento a longo prazo também é reforçada.

Esses efeitos se estendem à experiência do parceiro, porque “quando uma pessoa obtém benefícios emocionais do sexo, a satisfação com o parceiro também é promovida ao longo do tempo”.

 

A importância de experiências afetivas

As pessoas têm uma necessidade fundamental de pertencer e, como tal, se esforçam para experimentar vínculos emocionalmente satisfatórios com outras pessoas importantes. Uma maneira importante de satisfazer a necessidade de pertencer é experimentando afeto, definido como “um sentimento de carinho e intensa consideração positiva” por outra pessoa, ou percebido por outra pessoa.

Como são geradas essas experiências afetuosas?

Tanto os comportamentos verbais quanto os não verbais podem transmitir sentimentos afetuosos. O toque é a forma não verbal mais comum de afeto, e ocorre com frequência em relacionamentos. O sexo pode ser um comportamento não-verbal que promove afeto nos relacionamentos.

De fato, experimentar afeto ou intimidade com o parceiro é uma das motivações mais frequentes para fazer sexo, e fazer sexo prediz comportamentos mais afetuosos posteriormente.

A terapia também pode ser uma opção para explorar o comportamento, vontades, medos e até mesmo a vergonha, além de abordar áreas da vida que causam infelicidade. Algumas situações como a necessidade em agradar as pessoas, priorizar mais as necessidades dos outros, baixa autoestima, timidez, identidade sexual e medo do abandono, podem ser abordadas para trazer conforto e entendimento ao paciente.

Procure saber mais sobre Terapia Sexual e aconselhamento para o casal pelo telefone: (31) 3097-1308

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