Brochei, e agora?

Saiba como agir quando essa situação acontecer

Muitas vezes nessa hora, alguns homens se desesperam e começam a se preocupar exageradamente sobre o assunto. E no entanto, essa atitude não é aconselhável.

Todo homem, com vida sexual ativa, em algum momento já “falhou” ou vai falhar. Afinal, o sexo não depende apenas de estímulos físicos, mas de emoções, bem estar psicológico e sensações.

Por isso, não se engane: seu amigo, seu colega de trabalho, seu vizinho, também podem passar pela mesma experiência em algum momento da vida, mesmo que não admitam publicamente.

E na hora da broxada é sempre a mesma frase dita. “Isso nunca me aconteceu, é a primeira vez”.

perda/falta de ereção tem se mostrado um problema cada vez mais presente na vida dos pacientes, que passaram a procurar ajuda em maior número.

Inicialmente, era comum que homens acima 45 anos procurassem o consultório médico com essas queixas, entretanto hoje, a demanda atende dos 16 aos 58 anos. 

 

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Brochei, e agora?

Inicialmente, é preciso identificar as razões que podem ter contribuído para a ausência de uma ereção completa ou suficiente. Algumas razões podem ser:

  • Ansiedade

  • Cansaço

  • Masturbação frequente

Ansiedade

Muitas vezes, os estresses ocasionados pelas responsabilidades do dia a dia contribuem para o aumento da ansiedade, principalmente em momentos cruciais na vida pessoal ou profissional.

Além disso, passar por uma situação como essa previamente pode desencadear um medo de que ela se repita. De forma inconsciente, o paciente fica preocupado em não brochar novamente, e com isso, passa a se concentrar na performance, e não no prazer.

Cansaço

Culturalmente falando, a mulher pode recusar o sexo por qualquer motivo necessário, mas o homem não: sua virilidade é motivo de orgulho e por isso, deve estar sempre à disposição.

Entretanto, sabemos que a vida real não funciona dessa maneira. O cansaço do trabalho, dos estudos, das poucas horas de sono, podem obviamente ocasionar uma queda no apetite sexual, o que não significa um problema.

Por isso, é recomendável explicar essas situações à parceira(o).

Outra situação embaraçosa é quando não rola o clima, muitas vezes por conta da rotina do casal. Nesses casos, pode-se procurar inovar nos aspectos da vida sexual, como transar em um lugar diferente, num motel nunca antes visitado pelo casal, roupas e fantasias provocantes, e até novas posições sexuais.

Essas atitudes podem trazer uma nova perspectiva a vida sexual do casal.

Masturbação frequente

Infelizmente é cada vez mais comum atender pacientes jovens que acabam se prejudicando nas relações sexuais, por conta da prática excessiva da masturbação.

Parece contraditório já que recomenda-se a pratica frequente de masturbação para conhecer melhor o próprio corpo e estabelecer controle sobre a ereção e a ejaculação. No entanto, quando o indivíduo está acostumado a se masturbar apenas em função do prazer próprio, utilizando apenas movimentos e ritmos que ele já conhece, pode ser complicado partir para uma relação sexual com uma parceira (o).

relação sexual entre parceiros envolve fatores além da penetração, como o toque, o cheiro e as preliminares para o ato. Se o homem não estiver psicologicamente preparado para isso, e não souber como aproveitar todas as sensações prazerosas que o encontro proporciona além da penetração, provavelmente terá dificuldades.

Como a Ansiedade ou o Medo influenciam na falha da ereção

medo ou a ansiedade liberam naturalmente no organismo um hormônio chamado adrenalina.
A presença da adrenalina na corrente sanguínea pode provocar efeitos como:

  • Coração acelerado

  • Sudorese nas mãos e nos pés

  • Boca seca

  • Frio na barriga

  • Alterações no intestino​

A adrenalina pode provocar os seguintes efeitos diretamente no pênis:

adrenalina diminui o calibre dos vasos sanguíneos do corpo, inclusive e principalmente os vasos do pênis. Ao diminuir o calibre dos vasos, a circulação menor de sangue pode fazer com que o pênis fique flácido.

Ou seja, diante da ansiedade ou do medo,pênis pode não ficar ereto por conta da adrenalina.

Brochei, e agora estou com medo

Bom, após acontecer a primeira vez, todo homem ficará com medo de que essa situação aconteça novamente. Isso é normal, mas não deve ser incentivado ou continuar por muito tempo.

Uma boa dica é tentar esquecer e controlar o nervosismo na próxima vez em que ocorrer um encontro sexual, por isso, é importante investir num clima relaxante que estimule a liberdade sexual.

Para o alívio de muitos, a disfunção erétil possui tratamento e essa situação pode ser tratada por meio de medicamentos ou cirurgia, nos casos em que a ereção está permanentemente prejudicada por alguma doença como a diabetes, câncer de próstata dentre outras.

Nessa situação, é imprescindível a terapia sexual, aplicada por um sexólogo ou psicólogo que indicará exercícios e contará com a participação do(a) parceiro(a) como um auxiliar da terapia, que auxiliará o indivíduo no cumprimento dos mesmos.

Para melhor resultado do tratamento, é preciso “abrir a cabeça”, minar os preconceitos, as ideias distorcidas, o machismo, mitos e tabus, que envolvem a sexualidade humana.

Muitas crenças populares, como: o homem sempre tem que dar conta, pode ser a porta de entrada para doenças psicológicas.

Afinal, todo ser humano tem sua história de vida e seus limites, e as performances sexuais não são iguais para todos.

Para saber mais sobre a Terapia Sexual ou marcar uma consulta sobre Disfunção Erétil, entre em contato pelo telefone: (31) 3097.1308

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