Menopausa e dor durante o sexo

Menopausa: Quando o sexo dói

Sabe o velho ditado “o amor dói”? O sexo também pode doer. Após a menopausa, até metade das mulheres sentem dor antes, durante ou depois do sexo. Saiba quais cuidados tomar e como tornar a vida sexual mais prazerosa nessa etapa da vida.

Mulher de meia idade chateada, sentada com o rosto apoiado na mão, de forma pensativa.

Dispareunia, é o termo designado para definir o sexo vaginal doloroso. Infelizmente, é uma queixa comum após a menopausa.

As estimativas variam, mas pesquisas realizadas com mulheres na pós-menopausa e que não fazem uso de terapia hormonal, relatam dispareunia em 20 a 30% dos casos. É frequentemente dividida em três categorias: dor superficial, dor profunda ou ambas.

A maioria das mulheres se queixa de dor superficial, que ocorre durante penetração vaginal. Muitas vezes, a dor tem uma qualidade acentuada ou ardente. A dor profunda ocorre com penetração profunda ou empurrão.

Para algumas mulheres, a dispareunia é temporária. Para outras, pode se tornar crônica.

Por que as dores surgem?

Mulher triste cobrindo o rosto

Na menopausa, é mais provável as dores surjam devido:

Alterações hormonais: A diminuição do estrogênio devido à menopausa é a razão número 1 para a dor sexual entre as mulheres, especialmente na menopausa. As alterações hormonais fazem com que os tecidos da sua vagina fiquem finos e secos.  A secura pode ocasionar atrito durante o sexo. Além disso, a vagina também se estende menos, o que faz com que pareça mais apertado.

Medo e preocupação com a dor: Uma vez que o sexo doloroso acontece, é possível que mulher passe a temer esse momento. O medo pode tencionar os músculos e contribuir ainda mais para a secura vaginal.

Problemas de saúde: Além da menopausa, outros problemas de saúde podem interferir na saúde sexual feminina, como a síndrome da dor crônica na vulva (área em torno da entrada da vagina). Além disso, infecção do trato urinário, pele ou levedura, podem agravar o problema. Estresse, depressão, problemas no relacionamento também podem tornar o sexo doloroso.

 

Como aliviar a dor?

Para diminuir a dor e aumentar o prazer sexual, a mulher pode tentar algumas das dicas abaixo:

Apostar nos lubrificantes: Usar lubrificante antes e depois do sexo para aliviar a dor devido à secura. Silicone e produtos à base de água são bastante conhecidos e estão disponíveis em diferentes modelos e marcas.

Hidratar: Um hidratante vaginal pode aliviar a secura a longo prazo. O uso regular do hidratante pode contribuir muito para a saúde íntima feminina, mas deve ser feito de acordo com a indicação médica.

Mais tempo para as preliminares: Quanto maior a excitação maior a lubrificação vaginal, por isso, o casal não deve concentrar-se apenas no ápice do prazer sexual, mas dedicar mais tempo a relação.  A mulher deve conversar com seu parceiro sobre o que é mais prazeroso durante o sexo.

Higiene delicada: Deve-se evitar usar sabonetes, gel de banho, banho de espuma e óleos de banho na área vaginal, pois podem ressecar a pele. Fazer um enxague com água morna ou utilizar sabonetes íntimos especializados são as melhores opções para higienizar a região.  Além disso, a roupa intima deve ser lavada com sabão neutro.

Fazer mais sexo: Sexo frequente melhora o fluxo sanguíneo na região vaginal, além de contribuir para lubrificação.

 

Quando procurar um médico

A mulher não deve sentir-se envergonhada de procurar ajuda médica. O sexo deve ser prazeroso e não causar dor. Por isso, pode ser necessário realizar alguns exames que ajudem a identificar o que está ocasionando o desconforto.

Dor devido a menopausa:

Nesses casos, o médico pode prescrever uma dose baixa de estrogênio para aliviar a secura vaginal. Disponível em algumas versões – creme, comprimido e anel.

Pílulas semelhantes a estrogênio também podem ser uma opção. Eles agem como o estrogênio no organismo, e são utilizados para tratar a dor durante o sexo e melhorar algumas alterações no tecido vaginal devido a menopausa.

Dor devido a causas desconhecidas:

O especialista pode tratar uma erupção cutânea ou infecção do trato urinário com drogas ou pomadas.

Além disso, pode prescrever lidocaína, um unguento anestésico, para usar antes ou depois do sexo.

Terapia do assoalho pélvico: Inclui técnicas como massagem para relaxar e alongar o tecido, exercícios para aliviar o aperto e fortalecer os músculos pélvicos.

Jovem mulher sorrindo para a câmera

O médico também pode sugerir um conselheiro ou terapeuta sexual, em casos de problemas emocionais ou mágoas que causem pressão sobre o relacionamento.

A comunicação entre o casal é fundamental para que ambos se sentam seguros e confiantes em aproveitar a relação sexual ao máximo.

Terapia Sexual auxilia o casal a desfrutar de maior intimidade na cama, proporcionando uma conversa mais natural e sem julgamentos sobre o sexo.

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