6 Mitos que pioram o sexo

Seis mentiras que acabam com a sua vida sexual!

Veja alguns mitos que circulam por aí sobre os desejos na cama

Praticamente todos nós já caímos em algum tipo de mentira ou acreditamos em algum mito relacionado ao sexo. E, apesar de a ciência ter feito descobertas surpreendentes nas últimas décadas, esse novo conhecimento enfrenta dificuldades para chegar no dia-a-dia.

Por quê? Infelizmente, fatos “reais” sobre sexo e sexualidade lutam para atravessar a névoa espessa da opinião moral, social e cultural.

Um desses mitos é a fantasia de que homens e mulheres são completamente diferentes em se tratando de sexo. Muitos ainda acreditam que a libido masculina é maior do que a das mulheres e que eles são criados para gostar mais de sexo do que elas – mas isso não é necessariamente verdade.

Há também uma divisão de gênero no prazer. Você já pode ter ouvido falar da “lacuna do orgasmo” (onde as mulheres supostamente têm menos prazer do que os homens durante o sexo) – o que é completamente errado, porque as mulheres não têm maior dificuldade para chegar ao clímax, o que dificulta são os tipos de sexo e posições sexuais que privilegiam os homens e prejudicam o prazer feminino.

As grandes prejudicadas com os mitos sexuais são as mulheres. Suas vidas sexuais são vistas através de muito tabus e crenças limitantes, que atrapalham o desenvolvimento de sua sexualidade e da conquista do seu prazer.

Mas além dessas que eu citei, reuni algumas outras informações “fake” que muita gente acredita, mas que não verdade. Veja:

 

MENTIRA: Homens têm mais libido que mulheres

Já faz muito tempo que esse mito foi criado e ele ainda persiste, mas não há nenhum tipo de evidência que corrobore isso, muito pelo contrário. Muitas pesquisas demonstram que as mulheres desejam sexo tanto quanto os homens, a pequena diferença pode estar na forma como esse desejo é medido.

De fato, estamos começando a ver mais semelhanças do que diferenças.

Estudos descobriram que, questionados sobre a frequência com que experimentam o desejo sexual repentino (“do nada”), uma grande proporção de mulheres em relacionamentos de longo prazo diz algo entre “nunca” e “uma ou duas vezes por mês”.

Já nas pesquisas masculinas, esse desejo ocorre com maior frequência.

Mas há problemas com a forma como mensuramos o desejo e que dificultam a definição do que é “normal” e se a divisão de gênero é significativa.

Academicamente deixamos de interpretar o sexo como um “impulso” – algo que todos temos dentro de nós e que é uma parte fixa de quem somos. Agora entendemos que a libido está mudando constantemente e que só podemos falar sobre como nos sentimos no momento em que nos perguntam.

Se, por exemplo, você transportou essas mulheres para um paraíso remoto, removeu o estresse diário e orquestrou uma semana de paquera com o Caio Castro, elas podem começar a relatar que o desejo sexual apareceu mais vezes ao dia.

Enquanto isso, muitos homens se preocupam com o fato de não sentirem desejo suficiente – 15%, de acordo com os dados mais recentes da Natsal (Pesquisa Nacional de Atitudes Sexuais e Estilos de Vida dos EUA).

A verdade é que não somos tão diferentes quanto fomos levados a acreditar.

Sim, hormônios sexuais masculinos, como a testosterona, desempenham um papel importante no desejo sexual. E sim, os homens geralmente têm níveis mais altos desses hormônios do que as mulheres (embora a diferença não seja tão grande quanto você imagina, e homens e mulheres mostram considerável sobreposição).

Mas não há uma clara diferença nos níveis de testosterona em mulheres com desejo alto e baixo, por isso não podemos apenas culpar os hormônios. Embora o desejo dependa parcialmente de processos biológicos, é em grande parte um evento psicológico sustentado por fatores físicos, e não o contrário.

 

MENTIRA: Ser fiel é mais fácil para as mulheres do que para os homens

Homens e mulheres veem uma mudança no desejo espontâneo após algum tempo juntos.

Pesquisas sugerem que o desejo das mulheres pelo mesmo parceiro tem maior probabilidade de diminuir ao longo do tempo, enquanto os homens não. Pressupostos de que a monogamia é “fácil” podem acelerar ainda mais esse processo.

O desejo basicamente depende do ambiente em que estamos. Portanto, muitas vezes é difícil se excitar com quem você está aqui e agora – mas com uma pessoa diferente ou em um lugar diferente, é possível.

O último problema é que o desejo das mulheres em relacionamentos de longo prazo não ocorre do nada, mas é um mecanismo que pode ser acionado. Então a velha pergunta – “com que frequência você pensa / sente vontade de iniciar sexo? ” – Estava medindo o “tipo errado” de desejo sentido por mulheres.

Isso não significa que mulheres não sentem desejo por seus parceiros de longa data, mas que esse desejo deve ser cultivado diariamente.

 

MENTIRA: Homens gostam mais de sexo que mulheres

Acreditamos que a capacidade das mulheres de ter prazer sexual é menor que a dos homens. Mas não é – qualquer estatística que sugira isso se relaciona com a forma com que o sexo acontece e cujo prazer é priorizado.

Os corpos das mulheres também não são “mais complicados” que os dos homens. Mulheres e homens podem ter orgasmo aproximadamente na mesma proporção durante a masturbação (mais de 95% de ambos os sexos chegam ao orgasmo rapidamente dessa forma).

Mas quando esses corpos fazem sexo um com o outro, para os homens essa porcentagem permanece a mesma (95%), enquanto que para as mulheres cai para 65%, sendo muito menor em se tratando de sexo casual (apenas 18%).

Para as mulheres, a atividade sexual número um para alcançar o orgasmo é a masturbação. Em segundo lugar, quando um parceiro usa as mãos para estimular o clitóris ou ela recebe sexo oral – e, por fim, sexo vaginal com penetração.

Como o último tipo de sexo (com penetração) é o mais presente nas relações, imagina-se que o orgasmo feminino é mais difícil ou ilusório. Sendo que na verdade, ele só não estimula a mulher tanto quanto deveria.

Apesar de erroneamente ser deixado de lado nas aulas de educação sexual, o clitóris é tão importante para o orgasmo feminino quanto o pênis para os homens.

Muitas mulheres querem aprender como chegar ao “orgasmo vaginal” sem estimular o clitóris, o que não é possível. Pois seria como um homem querer ter prazer sem tocar o pênis.

 

MENTIRA: Homens começam o sexo mais do que mulheres

Historicamente, tínhamos uma ideia de que os homens deveriam sempre começar o sexo, e as mulheres deveriam aceita-lo. Também não é verdade.

O campo de pesquisa sexual viu uma tendência de mudança aqui, com mulheres e homens iniciando o sexo com a mesma frequência.

E a pesquisa nos diz que eles tendem a iniciar o sexo mais diretamente – dizendo: “Estou com tesão, vamos fazer sexo”, em vez de começar a beijar o parceiro na esperança de que ele entenda –  a forma preferida por elas.

Pesquisadores sugerem que a ideia de que “os homens sempre estão aptos para o sexo” (também não é verdade) é o que aumenta os riscos da comunicação direta para as mulheres.

 

MENTIRA: Os homens são mais pressionados a impressionar

Nossa insistência em colocar os homens na posição de “artistas” do sexo cria uma pressão inútil para eles.

Mas as mulheres também querem ser uma “boa parceira sexual” – haja visto a frequência com que muitas fingem o orgasmo. Mais da metade das mulheres relatam ter feito isso, por razões que incluem querer proteger os sentimentos do parceiro, evitar conflitos e querer que o sexo acabe logo.

O problema é que fingir orgasmos cria a ilusão de que as mulheres estão tão satisfeitas com o sexo quanto os homens. Também afirma a falsa crença de que a maioria das mulheres pode ter orgasmo com o sexo penetrante.

 

Mentira: Um casal deve fazer sexo 3 vezes por semana

Esse é um dos mitos mais comuns, veja porque:

a) é muito difundido e a maioria dos casais tenta se adequar a isso;
b) está longe de quantas vezes sabemos que os casais realmente fazem sexo;
c) não tem relação com satisfação, desejo ou prazer sexual (a frequência não diz nada sobre nada disso).

No entanto, ele persiste – e, infelizmente, causa uma enorme quantidade de estresse para muitas pessoas, que sentem que seus vizinhos os estão derrotando na corrida pelo prazer.

Nas últimas décadas, dados oficiais nos dizem que a frequência com que fazemos sexo tem caído no mundo todo. A pessoa comum faz sexo um pouco menos do que uma vez por semana ou cerca de três vezes por mês.

A análise de dados recentes também mostra que uma proporção maior de adultos com menos de 44 anos relatou não ter feito sexo no mês anterior, o que é mais do que em pesquisas anteriores (29% das mulheres relataram isso em uma pesquisa em 2010-2012, em comparação com 23% em 1999-2000).

Portanto, a primeira coisa a dizer é: não entre em pânico se estiver fazendo sexo com muito menos frequência do que duas ou três vezes por mês. Frequência é quase sempre uma medida sem sentido.

 

Converse com um Terapeuta Sexual

Mas se a sua frequência sexual tem diminuído cada vez mais ou você apresenta outros sintomas, como dor durante o sexo, busque ajuda de um terapeuta sexual. Muitas disfunções sexuais podem atrapalhar a sexualidade do casal.

Não importa qual seja o motivo que ocasionou a diminuição do desejo entre o casal, é importante procurar auxílio e não desistir. Todo relacionamento exige foco e dedicação.

Doutor Max é atualmente Médico no Hospital da Unimed e Hospital das Clínicas da UFMG, na Especialidade de Urologia.

É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), além de ser filiado a Sociedade Latino-americana de Medicina Sexual (SLAMS) e a Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana (SBRASH).

Procure saber mais sobre Terapia Sexual e aconselhamento para o casal pelo telefone: (31) 3097-1308

Para ter acesso a mais conteúdos sobre Sexologia e Urologia, acompanhe nas redes sociais: @doutormax

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